Stoppen Sie die Schwäche

terça-feira, 28 de dezembro de 2010 às 15:45




Eu sei o que me deixa feliz.

Sei, também, o que eu quero para me deixar feliz.

O que eu já não faço ideia é por onde começar.
Aprovei na UFC, IFCE e Fanor, mas não me sinto feliz. Muito pelo contrário.
Nem mesmo sentimento de dever cumprido eu sinto; só um vazio bastardo, porco e estranho.

Vazio pode ser saudade. Saudade do que não volta, saudade do que não se pode recuperar, ou saudade do que ainda irei alcançar.

É de qualquer forma saudade.
Dizem que se cura com jejum e oração, eu acredito num caminho em que se sente livre. Obviamente, creio em Deus, e isto não vem ao caso.

É extremamente cansativo e confuso forçar e fingir, na utopia de que isso te deixará habituada e logo confortável. Não é assim, nunca será assim.
Escravidão jamais funcionou, a não ser nas pirâmides do Egito. O que novamente, não vem ao caso. Go on.

Quero tanto de volta, sei que posso, sei mais que quero. Sei, também, que qualquer coisa tem consequência, sempre aguentei as minhas. Na maior parte das vezes decisões não pra mim, e experimentei o amargor da decepção comigo e da perda alheia. Isso não presta, não tem futuro.

Dói, por mais que doa, é muito mais podre escolher quem fazer feliz e quem fuzilar. Principalmente quando se está na linha de fronte, pronto para um tiro amigo.

Como é triste ver tantas certezas tomando tons de cinza, sentindo o que sempre repugnou.

Queria poder unir tudo o que eu queria realizar. Meu mundo é estranho.
Desejo mostrá-lo mais, e assim, ele parará de ser tão absurdo.

Lieber Vater

terça-feira, 19 de outubro de 2010 às 11:37


Eu sinto a sua falta, mas não posso mais estar com você.
Eu sinto a sua falta, mas não posso mais te ver.
Eu sinto tanta a sua falta, mas nada posso fazer para amenizar.

A saudade, a minha saudade é dor não reconfortante pela culpa de não poder mais estar com você.
Nem mesmo quando pude estar. Não estive, e agora que desejo tanto só me volta a dor.

Me dói tanto ter te feito sentir tanta dor, me dói tanto querer o que eu não posso.
Me dói mais saber que você passou tudo sozinho, sem reclamar, sem me chamar. Eu e meu egoísmo não te ouvimos,
Nem mesmo quando você mais precisou, e continuou a precisar.

Eu espero que mesmo que você precise de mim como eu necessito de ti, alguém melhor, alguém que pode te dar o que eu nem posso oferecer. Espero que este Alguém esteja contigo, esteja te confortando, amenizando suas dores,
Todas as tuas dores. Todas elas, você merece nenhuma delas.

Te desejo mais paz, mais sentimentos bons, mais conforto. Tudo o que aqui você jamais poderia ter,
Tudo o que tu pode agora ter. Eu quero tanto que você tenha tudo isto, tudo do melhor. Eu sei que agora, agora, você pode.
E merece. Por merecer TANTO é que eu quero que você aceite, aceite todo este presente maravilhoso que te foi dado.

Sem culpa, sem ressentimentos, sem angustia, sem lágrimas, sem tristeza, sem desanimo, sem desespero, sem sofrimento, sem vazio, sem mutilação psicológica, menos passado, sem perturbação, sem obrigação.

Só alegria, paz, conforto, cura, bênção, amor, carinho, abraço, presença, leveza, presente, presentes e mais presentes, dádivas, paciência, diversão, tranquilidade.

Perdão.


Pai, eu te amo tanto, tanto, tanto tanto tanto.

Wenn nicht

terça-feira, 21 de setembro de 2010 às 00:27



Começo a achar que assim como Rachel de Queiroz, gente não é pra mim. Se parar para pensar, ficará confuso, mas caso aceite meu energúmeno convite acreditará no que digo. Relações sociais são as coisas mais estúpidas e porcas.

Tudo isso só porque nasceram com a necessidade de não se sentirem sozinhos. Egoístas. Choram sempre que alguém morre, sorriem sempre que lhes é conveniente. Conveniência, esta merda de palavra poderia facilmente ser incluída na taxonomia, substituindo: humanidade. A palavra "humanidade" também, assim como eu, já se perdeu. Humanidade não significa mais "humanidade", isto significa: amontoado preparável para reciclagem.

Ou lavagem. Ser do nordeste, assim como, novamente, Rachel de Queiroz, me faz "mais próxima da natureza". E por "lavagem" lembro dos porcos, que quando não se tornam sua janta suja e cheirosa, estão se alimentando na inocência, com isto. Acho suínos menos porcos que humanos.
Humanos.

Sei que deveria amar ser humana, mas não amo. Tenho nojo, vejo centenas de motivos para ter nojo. 3600x ao dia. Fico impressionada. Amo o corpo humano; ele é lindo, incrível, tudo nele é fascinante. Me surpreende esta dádiva optar por fazer o que faz. Sapiens sapiens, sapiência



Hiprocrisia Elementar

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 às 11:09

O CRISTIANISMO SURGIU COM A PROPOSTA de ser uma religião universal, mas o mundo tinha particularidades, sobretudo religiosas. Para levar a Boa-Nova a todos os homens, os cristãos precisavam se impor sobre seus oponentes. Assim foi construída a Igreja, primeiro apartando-se do judaísmo, o mais incômodo adversário pela inquietante proximidade. Eliminados os judeus - "assassinos de Cristo" -, os heterodoxos foram os seguintes a ser calados ou perseguidos.


Ao longo do período medieval, a Igreja era atormentada pelas seitas de "adoradores do diabo", e por isso as perseguiu. Com rigor cada vez maior, chegou à caça às bruxas da Europa moderna: a combinação trágica e eficaz entre a alteridade e a erudição.

A construção de uma mitologia satânica implicou um monumental esforço de reconhecimento do demônio, de suas formas e possibilidades de atuação, de suas formas e possibilidades de atuação. Também era preciso identificar seus agentes, ou seja, aqueles que, embora inseridos no rebanho dos fiéis, tramavam secretamente para a sua perdição. Entre estes estava a mulher. Teólogos e eruditos medievais a converteram em bruxa, o suprassumo da traição e da maldade, o veículo preferencial de toda a malignidade de Satã - enfim, o feminino em toda a sua tragicidade.

A doutrina cristã apresentava como razão para a submissão feminina a própria Criação: se o homem não foi criado pela mulher, ela estava numa posição automaticamente submissa. E ela também era a introdutora do pecado responsável pela condenação dos homens aos tormentos deste e do outro mundo, tornando-se vítima e, ao mesmo tempo, parceita consciente do diabo. De presa preferencial do demônio, Eva - a primeira mulher - foi convertida em seu lugar-tenente.

Os movimentos e seitas que ameaçavam e se opunham à Igreja no período medieval levaram à conclusão de que o diabo estava solto. Teólogos e eruditos deixaram de sustentar que o demônio tinha sido totalmente vencido. Se assim fosse, não havia razão para a continuada existência da Igreja.

[ Trecho das páginas 18-31 de um artigo chamado "Dossiê: Assim nasceu a bruxaria. Feitiçaria (diabólica)" escrito por Carlos Roberto Nogueira, extraido da revista-livro: História da Biblioteca Nacional, edição nº56 ano 5, maio de 2010. Disponível no mercado por, apenas, R$ 8, 90.]

Scham

sexta-feira, 28 de maio de 2010 às 00:21
Cansaço
Paciencia
Tempo
Estudo
Paciencia, Paciencia, Paciencia
Pressa
Pressão
Conflito
Duvidas
Confabular
Apoteose do Vestibular
Falta de credibilidade
Stress
Incerteza
Necessidade
Sentidos
Duvida
Busca
Perda
Perca
Ilusão
Desejo, Anseio, Responsabilidade, Maturidade
Tensão, Agonia, desespero
Cobrança
_

Nada de conteúdo

SENTIDO! (In)Disciplina

sábado, 22 de maio de 2010 às 00:38
Acho que eu perdi minha seriedade num canto distante, muito muito distante. Tão distante que quando por um raio de lucidez eu a vejo brilhar, ainda distante, juro que não é verdade. Nem miragem, apenas é irreal.
Surreal mesmo é estar acordada às 1h da manha de um sábado em que se tem aula. Sábado, ser humano, deveria de ser seu final de semana para relaxar. Para alguns, ao menos.
Para a porcentagem escravizada da população que não têm carteira de habilitação, a nojenta da CNH, resta-nos encarar aulas de Legislação. Perdão Governo, mas: QUE SACO .-.
Eu tinha uma reunião importante, com pessoas importantes, a tratar assuntos importantes, para algo brilhante e importante, para não dizer promissor. Mas não, sou obrigada, mais uma vez e como sempre, a comparecer submissamente e não mais que isso acatar os gastos altos para fazer parte de uma parcela da população... que logo esquecerá tudo o que viu.

Resumindo assim em: INÚTIL. Parabéns seus babacas, nos enchem de coisas que nos tomam o tempo e o dia, a paciência e o juízo também. Mas isto, pouco importa. Nunca importa. Nunca são eles, nunca serão eles.

Confessios on a Delain floor

sexta-feira, 14 de maio de 2010 às 10:12



Uma ânsia me consome desde já. Esta ânsia tem data, sentimento, não tem muita explicação, não à lógica, não para você, talvez nem para mim. Talvez só para mim <3
Atende, ou não, por 18 de Setembro, é uma data. Mais exatamente de 2010, muito provavelmente [...] neste momento um jorro de com um turbilhão de idéias, de imagens, de ações, de desejos, de sabores não olfativos-degustativos-papilos-linguares, de sensações, de acontecimentos que ainda não se realizaram, se apoderam da minha mente, e minha cabeça, então, se limita a dizer, a plenos pulmões: É AMOR.
Estou falando de uma banda, e não de fanatismo obsessivo, estou falando de um sonho que irá se realizar. De uma espera que finalmente chegará ao seu fim.
I’m waiting for the clock reach” 18th September. I’m waiting for myself.” “I’m waiting for another day.”

Aus dem Topf

quarta-feira, 17 de março de 2010 às 21:38
- E aí, como foi ? - meio desapontado mas ainda assim buscando se entreter.
- Oi ? O quê ? - água nos olhos e na fala, mas orgulhoso os prendeu.
- O seu caso, qual que é ? Você veio parar na Ponte da Tristeza e Suicídio Galináceo LTDA.
- Ahh ... é - pausa para o vento que passara - AIDS.
- Nossa, dificil né ? Foi o calor do momento que te fez esquecer de certas coisas importantes ?
- Não, que nada ! Foi o frio. - numa pose como se tivesse ganho uma briga contra o Rambo.
- Oi ? Como isso ? Não entendo como ... isto aconteceu ?
- Foi num freezer gigante, sabe ? Ele era uma depenada novata em seu puro vigor, me seduziu dizendo " não duraremos nem três dias, quissá uma semana nesta sala fria, e sem penas ", resolvemos nos bicar, ela morreu de hipotermia horas depois e eu fugi, como que tentando fazer uma história contrária à do Montecchio. E o seu caso ?
- Fugi, também. - íntimos desejos de liberdade, descobriu isto após ver " A Lagoa Azul "
- De quê ?
- Da panela. - pensou em tudo, na ceia, no champagne, nos garfos longos, ...
- Você não é um frango ? - riu, por dentro, devido ter visto num outdoor a propaganda da McDonalds.
- Sou peru. - simples
- Seu sem sucesso, só é comido uma vez por ano. - inveja mal direcionada, isso sim.
- Seu usado, todos os dias te comem. Seu empanado, espetinho, no molho, assado, ... - ensinamentos de Paola Bracho.
- Mas e aí, fugimos para o Paraguai na esperança de ser como esses traficantes, porque não nos unimos e paramos de brigar ?
- Minha branca barba na cara me diz que devo seguir meu caminho sem você - virou de costas, ajeita sua mochila de viajante e saí andando acariciando a barba.

Moral da história: Não importa a sopa ou quanto tempo durará até a sua ida à berlinda, ela simplesmente chegará. Até lá aproveita os bons momentos, as companias, seus amigos, sem fins Vono lucrativos, são os que importam.
 A necessidade de se agrupar mesmo que para uma canja ou churrasco, não é só humana, a necessidade de ser feliz, também.

Reveries

terça-feira, 2 de março de 2010 às 02:05
Eu não me importo dos meus pensamentos serem interrompidos por você.
Não [...]
Definitivamente ... não !
Não ligo se condição de alinhamento de três pontos, geometria analítica básica, não me retêm, não me prendem, não me mantêm. Não tenho culpa se é sobre você que estou escrevendo e não queria. E que bom que você também não quer.

Já sorriu por imaginar ? Já sorriu por imaginar alguém ? Já sorriu gostoso por alguém ? Já sorriu por algo ? Já sorriu por imaginar algo para alguém ? Já sorriu por imaginar algo por alguém ? Já sorriu por imaginar algo com alguém ? Já sorriu por ter percebido a diferença louca e real entre essas coisas, a diferença louca e real dessas coisas ? Já sorriu só por imaginar qualquer coisa que seja com alguém ?

Já riu de si por sorrir de tudo isto ? Já se achou um completo bobo, idiota por sorrir assim, mas continuar sorrindo mesmo se achando um bobo ? Já se repetiu um sem número de vezes que isto é patético mas continua fazendo ? Já se praguejou mas continua sorrindo ? Já riu do quanto mongol isto parece ser ? Já riu sem jeito por alguém te ver assim ? Já mentiu por isto ? Chegou a conclusão de que é ainda mais idiota ? Já riu que pensar em pular do prédio era solução ? Riu que tua inteligência te julgou estúpido ? Já riu alto pela cabeça boba ? Já riu por ser falho ?

Já riu de tudo isto porque não tem graça alguma ? Já riu por que é mais inteligente que chorar ? Já riu por que é mais inteligente que pular da janela ? Já riu, viu mula que você não vooa e, que portanto, não despreze as leias da física da distância... possibilidade e probabilidade ?

Hauptsitz

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 às 11:18
Não consegui prestar atenção em nada. Até a palavra atenção me gera me lembra tensão. Não consegui prestar atenção na aula, em nada, nenhuma palavra, nada que desse proveito, nada que não tivesse sido interrompido por um devaneio, por um desejo, que insiste, não desiste, não se cala, me maltrata defasando o que já me exaustava.


Falta de organização mental generalizada, causada pela mais simples das monossílabas, que poderia ser facilmente aniquilada e resolvida pela mais simples e banal das dissílabas: sede.

Quem vivo nunca provou da abstinência da água? Mesmo que por meros instantes, ou horas que sejam? Com certeza que afirmou que a garganta secou, a garganta e você se irritaram você pressionava a garganta na ilusão e esperança de fazer cessar o pensamento e desejo constante em beber água, absurdamente se afogar nela, devaneiadamente por segundos seus olhos brilharem por finalmente ter conseguido saciar-se. Vai me dizer que não penoso tal sensação?

Quem nunca ficou horas sem comer? O estômago dói, o fígado reclama, dores te acometem, embrulhos e rodeios, sem devaneios. Todo mundo já passou, e não é ruim, definitivamente? Sim, é. Mas é suportável ficar horas sem se alimentar, digerir, sintetizar forças e energia, contudo é mais facilmente tolerável que ficar sem água.

Água deslizando e fluindo, como desejos, caindo em cascatas e te deliciando, como desejos. Persistentemente desejos. Não saciados, não atendidos, não deliciados, só distanciados.

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