Eu sei o que me deixa feliz.
Sei, também, o que eu quero para me deixar feliz.
O que eu já não faço ideia é por onde começar.
Aprovei na UFC, IFCE e Fanor, mas não me sinto feliz. Muito pelo contrário.
Nem mesmo sentimento de dever cumprido eu sinto; só um vazio bastardo, porco e estranho.
Vazio pode ser saudade. Saudade do que não volta, saudade do que não se pode recuperar, ou saudade do que ainda irei alcançar.
É de qualquer forma saudade.
Dizem que se cura com jejum e oração, eu acredito num caminho em que se sente livre. Obviamente, creio em Deus, e isto não vem ao caso.
É extremamente cansativo e confuso forçar e fingir, na utopia de que isso te deixará habituada e logo confortável. Não é assim, nunca será assim.
Escravidão jamais funcionou, a não ser nas pirâmides do Egito. O que novamente, não vem ao caso. Go on.
Quero tanto de volta, sei que posso, sei mais que quero. Sei, também, que qualquer coisa tem consequência, sempre aguentei as minhas. Na maior parte das vezes decisões não pra mim, e experimentei o amargor da decepção comigo e da perda alheia. Isso não presta, não tem futuro.
Dói, por mais que doa, é muito mais podre escolher quem fazer feliz e quem fuzilar. Principalmente quando se está na linha de fronte, pronto para um tiro amigo.
Como é triste ver tantas certezas tomando tons de cinza, sentindo o que sempre repugnou.
Queria poder unir tudo o que eu queria realizar. Meu mundo é estranho.
Desejo mostrá-lo mais, e assim, ele parará de ser tão absurdo.



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